Claudionor saiu em um dia ensolarado. Cumprimentou seus visinhos, despediu-se de sua cadelinha Fifi, olhou para uma mulher que passava muito a vontade dentro de sua micro saia com o seu cãozinho. De repente, ela se abaixa para pegar algo e Carmem grita:
— Querido! Não vai se atrasar para o trabalho!
Meio desnorteado, ela fala:
— Não, não clara que não!
E a muito custo consegue abrir a porta de seu táxi.
No meio do trânsito infernal da rua Barão de Itapajipe, Claudionor começou a sentir falta de ar, pára o carro e pede ajuda. Por sorte havia um policial que tentava organizar o fráfego, socorre o taxista levando-o para o hospital Casa de Portugal.
Ao examiná-lo, o médico diagnosticou uma estafa física e falou:
— O senhor necessita de repouso absoluto. Nada de comer carne vermelha, nem consumir bebida alcoólica e muito menos se estressar.
Chegando em casa, Carmem leva um susto:
— O que aconteceu!?
O policial fala:
— Seu marido passou mal. Aqui está os seus documentos e agora tenho que ir.
Depois de agradecer o policial, Carmem leva o seu marido ao quarto para tomar banho e repousar.
Carmem aparece com uma bandeja e fala:
— Vim trazer o seu lanchinho.
Claudionor olha a faca no centro da bandeja e grita:
— O que é isso!?
— Amorzinho, vim te dar o que você merece.
Ele em pânico fala:
— O que eu fiz!?
— Calma querido, você não pode ficar nervoso. É melhor você perguntar o que não fez Claudionor.
Em fração de segundos, Carmem esfaqueia seu esposo e ele acorda com a dor das facadas em seu peito.
Sua esposa aparece no quarto com a faca na mão e pergunta sorrindo:
— Deseja alguma coisa querido?
Claudionor ao ver a faca grita:
— Eu não fiz nada! Sou inocente! Eu não queria olhar!
E corre para a cozinha.
E Carmem fala:
— Vou para a cozinha terminar o meu serviço.