segunda-feira, 28 de maio de 2007

Dèjá VU


Claudionor saiu em um dia ensolarado. Cumprimentou seus visinhos, despediu-se de sua cadelinha Fifi, olhou para uma mulher que passava muito a vontade dentro de sua micro saia com o seu cãozinho. De repente, ela se abaixa para pegar algo e Carmem grita:

— Querido! Não vai se atrasar para o trabalho!

Meio desnorteado, ela fala:

— Não, não clara que não!

E a muito custo consegue abrir a porta de seu táxi.

No meio do trânsito infernal da rua Barão de Itapajipe, Claudionor começou a sentir falta de ar, pára o carro e pede ajuda. Por sorte havia um policial que tentava organizar o fráfego, socorre o taxista levando-o para o hospital Casa de Portugal.

Ao examiná-lo, o médico diagnosticou uma estafa física e falou:

— O senhor necessita de repouso absoluto. Nada de comer carne vermelha, nem consumir bebida alcoólica e muito menos se estressar.

Chegando em casa, Carmem leva um susto:

— O que aconteceu!?

O policial fala:

— Seu marido passou mal. Aqui está os seus documentos e agora tenho que ir.

Depois de agradecer o policial, Carmem leva o seu marido ao quarto para tomar banho e repousar.

Carmem aparece com uma bandeja e fala:

— Vim trazer o seu lanchinho.

Claudionor olha a faca no centro da bandeja e grita:

— O que é isso!?

— Amorzinho, vim te dar o que você merece.

Ele em pânico fala:

— O que eu fiz!?

— Calma querido, você não pode ficar nervoso. É melhor você perguntar o que não fez Claudionor.

Em fração de segundos, Carmem esfaqueia seu esposo e ele acorda com a dor das facadas em seu peito.

Sua esposa aparece no quarto com a faca na mão e pergunta sorrindo:

— Deseja alguma coisa querido?

Claudionor ao ver a faca grita:

— Eu não fiz nada! Sou inocente! Eu não queria olhar!

E corre para a cozinha.

E Carmem fala:

— Vou para a cozinha terminar o meu serviço.

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